Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (10), o senador Humberto Costa (PT-PE) alertou para o crescimento da violência contra mulheres no Brasil e defendeu o fortalecimento de políticas públicas de prevenção, proteção e responsabilização de agressores. O parlamentar citou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e de outras pesquisas que apontam aumento dos casos de agressão, feminicídio e violência psicológica no país.
— Nós estamos falando de números concretos. Estamos falando de vidas, de histórias interrompidas, de mulheres que carregam, no corpo e na alma, as marcas de uma violência que persiste em nossa sociedade. A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulhe r , realizada aqui pelo nosso DataSenado, revelou que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025 — disse.
O senador também alertou para a propagação de conteúdos nas redes sociais que incentivam a violência contra mulheres. Segundo ele, existem comunidades virtuais que disseminam ódio, inferiorização e desumanização das mulheres. Humberto enfatizou que esses espaços não apenas reproduzem estereótipos machistas, mas também incentivam comportamentos violentos. E ressaltou que isso demonstra a necessidade de se reforçar mecanismos de prevenção e responsabilização.
Humberto lembrou que, em fevereiro, foi lançado o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, iniciativa que reúne os três Poderes da República com o objetivo de fortalecer ações de prevenção, proteção e responsabilização.
— É uma iniciativa inovadora que busca articular uma ampla frente nacional de combate aos crimes contra a mulher. Além disso, uma força-tarefa do governo federal resultou na prisão de 5.238 pessoas suspeitas de crimes relacionados à violência contra meninas, adolescentes e mulheres nas últimas semanas. Já passou da hora de enfrentarmos isso com seriedade, de nos aliarmos a essa causa. A violência contra as mulheres não começa apenas no ato físico. Ela começa na palavra, na desinformação, no discurso de ódio e na cultura que naturaliza a desigualdade — declarou o senador.
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